Além das moedas: DeFi, web3 e outros usos
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Sobre esta aula
O que você vai aprender
A blockchain também roda programas. Esta aula mostra contratos inteligentes, empréstimos e trocas sem banco, a ideia de web3, NFTs, registro de documentos e airdrops.
Termos desta aula
- Contrato inteligentePasso 1 · Contratos inteligentes: regras que rodam sozinhas
- DeFi e liquidaçãoPasso 2 · DeFi: empréstimo sem banco
- Pool de liquidezPasso 3 · Pools: trocas sem corretora
- Web3Passo 4 · Web3: a conta fica com você
- NFTPasso 5 · NFT: um token que não tem igual
- Registro de documentosPasso 6 · Registros e assinaturas
- AirdropPasso 7 · Airdrops: tokens de graça
Contratos inteligentes: regras que rodam sozinhas
Um contrato inteligente é um programa guardado na blockchain que segue uma regra do tipo "se acontecer isto, faça aquilo". Depois de publicado, ele roda sozinho: ninguém precisa aprovar, e ninguém consegue mudar a regra no meio do caminho.
A ideia é dos anos 1990, do cientista da computação Nick Szabo, que comparava um contrato desses a uma máquina de refrigerante: pôs a moeda, sai a lata. O Ethereum, de 2015, foi feito justamente para rodar esses programas.
Aqui tem uma vaquinha. Se juntar 100 ETH até sexta, o dinheiro vai para o projeto; se não, cada um recebe o seu de volta. Escolha quanto foi arrecadado e chegue à sexta.
DeFi: empréstimo sem banco
DeFi (finanças descentralizadas) são serviços financeiros feitos de contratos inteligentes: emprestar, pegar emprestado, trocar moedas. Não tem gerente nem análise de crédito. Quem pega emprestado deixa uma garantia que vale mais do que o empréstimo.
Se a garantia perde valor e a dívida chega perto demais dela, o contrato vende parte da garantia para pagar a dívida e cobra uma multa. Isso é a liquidação, a mesma ideia que aparece nas aulas de derivativos. Protocolos como o Aave usam um limite em torno de 83% para o ETH.
Deixe 1 ETH de garantia, escolha quanto pegar em dólares e depois mexa no preço do ETH.
Pools: trocas sem corretora
Numa corretora comum, quem compra encontra quem vende num livro de ofertas. Numa corretora descentralizada, como a Uniswap, de 2018, você troca com uma pool de liquidez: um contrato que guarda duas moedas, aqui ETH e USDC.
A pool ajusta o preço conforme o estoque muda. Cada ETH que sai deixa o próximo mais caro, então uma compra grande paga um preço médio pior. Quem deposita moedas na pool recebe uma parte das taxas de cada troca.
Arraste o tamanho da compra e veja o preço subir.
Web3: a conta fica com você
A internet dos anos 1990, a web1, era quase só leitura. A web2 trouxe as redes sociais e os aplicativos: você publica, mas a conta e o que está nela pertencem à plataforma.
Web3 é o nome dado a aplicativos em que você entra com a sua carteira, e os seus tokens e itens ficam registrados na blockchain, fora do controle do aplicativo. O termo foi usado assim em 2014 por Gavin Wood, um dos criadores do Ethereum. A web3 ainda é pequena perto da web2, e muitos projetos com esse nome não vingaram.
Troque de época e veja o que acontece quando a plataforma fecha a sua conta.
NFT: um token que não tem igual
Um bitcoin vale o mesmo que qualquer outro, assim como uma nota de R$ 10 vale outra nota de R$ 10. Isso é ser fungível. Um ingresso com lugar marcado é diferente: trocar o seu pelo de outra pessoa muda onde você senta.
Um NFT (token não fungível) é um token único registrado na blockchain, com número próprio e um dono. É usado para arte digital, ingressos e itens de jogos. Quase sempre a imagem fica num servidor fora da blockchain, e o NFT guarda um link para ela.
Os NFTs viveram um boom em 2021, quando uma obra digital do artista Beeple foi vendida por US$ 69 milhões, e o volume de negócios despencou ao longo de 2022. Troque os itens com a Bia nos dois casos.
Registros e assinaturas
A blockchain também serve de cartório. Você calcula a impressão digital de um documento, a mesma ideia dos blocos da primeira aula, e grava só essa digital numa transação. O documento continua com você.
Depois, qualquer pessoa pode conferir: se a digital do arquivo bate com a registrada, o texto já existia naquela data e não mudou desde então. Isso não prova que o que está escrito é verdade. Para provar quem assinou, a pessoa assina com a chave da carteira dela, e qualquer um confere com o endereço público.
A mesma ideia serve para diplomas, ingressos e rastreio de cargas. Mude qualquer letra do contrato.
Airdrops: tokens de graça
Um airdrop é quando um projeto distribui tokens de graça, em geral para quem usou o aplicativo antes de uma data. Um dos mais conhecidos foi o da Uniswap, em setembro de 2020: quem já tinha feito uma troca lá recebeu pelo menos 400 UNI.
Muita gente vende logo o que ganhou, e o preço costuma cair nos primeiros dias. O gráfico é um lançamento simulado, não o da Uniswap.
Cuidado com airdrops falsos. Um site que pede para você "conectar a carteira e assinar" para receber tokens pode estar pedindo permissão para levar as suas moedas. Escolha o dia da venda.
Teste o que aprendeu
Três perguntas rápidas e depois um empréstimo.
Você deixa 1 ETH de garantia e pega dólares emprestados para atravessar uma semana que ainda não viu. Pegue pelo menos US$ 1.500 sem ser liquidado.
Estas aulas explicam o que cada número mede. Não são recomendação de investimento, e os gráficos das aulas usam dados simulados. Versão de prévia: os dados de mercado deste site são simulados.